quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

É utopia acreditarmos no Natal?

José Pellizzon
Como acreditar no Natal se vivemos num alucinante ritmo presente, onde o consumismo impera como meio de preenchermos nossa vida, sem percebemos a sua condução? Como acreditar no Natal se existe um eu que atrai “magneticamente” tudo aquilo que está palpável em nossa volta?
Como acreditar no Natal se existe um simples egoísmo?
Como acreditar no Natal se existe tanta insensibilidade para o mundo, para as pequenas coisas, para...? se existe tanta correria para a nossa “sobrevivência”? se existe tanta miséria que “não nos diz respeito”? se existe tanta demagogia, tanta violência, tanto desrespeito?
Como acreditar no Natal se esquecemos dO NATAL?!
* * *
Algo mais existe que a nossa vida mesquinha, que transparece até no nosso profissionalismo. É sério, pensemos nisso. É preciso que tenhamos um algo mais, que nos dê uma “sacudidela” para uma cons-ci-ên-ci-a sadia. Um algo mais que nos faça percebermos os valores realmente humanos, pequenos para esta sociedade degradante, que camufla a sensibilidade humana.
Um algo mais que supere as facetas do “eu dia a dia” e nos faça refletir sobre a nossa acomodação, sobre o nosso descaso, sobre a nossa rotina, sobre o nosso descompromisso, sobre o nosso não comprometimento nem mesmo com a nossa parte. Em todo momento, somos conduzidos a pensar que vivemos num mundo que não adianta tomarmos atitude, à mercê desse não comprometimento com o que “aparentemente” não nos condiz. Engano nosso; estamos e somos enganados. O que sabemos dizer é: “não adianta”.
Não é verdade!
Não se trata de realces de propagandas: “gente que faz”. Trata-se sim de “gente que muda”: sempre em busca, em prol dos valores humanos, em prol da sensibilidade..., combatendo, até mesmo, desperdícios desnecessários, desde o mais insignificante.
Preciso é construirmos uma UNIDADE constante em nossa vida, em nosso mundo, em nosso convívio. Façamos algo mais, mais que a nossa parte. Tenhamos iniciativa. Não fiquemos no passivismo ou ativismo das aparentes obrigações, que consomem nossa percepção.
Não é utopia!
Façamos um esforço.
Façamos um esforço pelo Natal, para que consigamos vivenciar os verdadeiros valores.
Não é utopia a organização para um ideal, ou para o bem servir, ou, simplesmente, para servir.
Busquemos a verdadeira consciência dO Natal.
Não é utopia acreditarmos nO Natal.
No Natal nasce a Esperança e ele traz a Alegria!
Feliz Natal para você!