domingo, 8 de novembro de 2009

Ensino público, gratuito e de qualidade

Por mais que tenha sido repetida, a expressão acima precisa ser lembrada cotidianamente, de maneira a nortear nossas reflexões e pautar nossos posicionamentos tanto nos períodos de normalidade como nos momentos de mudança.
A expansão se mostra fundamental, pois ainda é grande o número de jovens fora do campus por falta de vaga na rede federal de ensino. Em nossa faculdade, o processo de inclusão é facilitado pelo fato de a maioria das instalações só ser utilizada até o início da tarde, quando a animação da manhã dá lugar à mais profunda melancolia.
O uso otimizado do prédio impedirá que nossa unidade se desfigure por conta da ocupação por outros cursos. Entendemos o empenho das autoridades universitárias em viabilizar as faculdades que se mostrarem necessárias, mas, em vista da possibilidade de ampliarmos consideravelmente o atendimento aos moradores da populosa cidade do Rio de Janeiro, defendemos que nosso espaço seja dedicado exclusivamente ao ensino de Letras.
É de se frisar, todavia, que a expansão deve fazer par com a qualidade. A dilatação do número de alunos precisa ser proporcional ao aumento das vagas de docentes (sempre em regime de dedicação exclusiva) e funcionários, assim como aos investimentos estruturais. Além disso, preservaremos a grade curricular plena, como ocorreu com o curso noturno, aprovado com currículo equivalente ao do curso diurno.
Por fim, mas igualmente importante, a aprendizagem depende de algumas condições básicas, entre as quais se destaca a alimentação. A partir do ano passado, nossa faculdade passou a contar com um bandejão que oferece 800 (oitocentas) refeições diárias. Segundo os órgãos competentes, esse número crescerá e, a partir do próximo semestre, o atendimento se estenderá à noite.

Um comentário:

  1. É louvável a clareza de propostas da Chapa 1 Perspectiva, sobretudo nesse aspecto.
    Não me parece sequer próxima disso a chapa 2 quando propõe, por exemplo, que a verba gerada pelo CLAC seja administrada pelos departamentos que o coordenam. Já vimos isso acontecer antes, e esse dinheiro era usado, por exemplo, para financiar livro de um ou outro professor, enquanto o prédio da letras permanecia abandonado.
    Vejo da Chapa 1 um programa sério, de pensamento, e comprometido com uma educação realmente para todos - e não para todos os chefes de departamento.

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