segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ronaldo Lima Lins: duas impressões

Jorge Fernandes da Silveira, da Faculdade de Letras da UFRJ

Das inúmeras conversas com Dona Mécia de Sena, viúva do Poeta Jorge de Sena, em que a estada dos dois em São Paulo era o assunto mais presente, lembro-me duma particularmente viva. Dizia-me ela estar ainda profundamente impressionada com um encontro casual que tivera com um jovem escritor e crítico de literatura, que, ao primeiro contato, já se lhe revelara uma das pessoas mais inteligentes e bem formadas do Brasil. Falava-me Dona Mécia de Ronaldo Lima Lins.

À viúva do Sena devo a minha introdução à figura intelectual de Ronaldo Lima Lins, autor de livros de ensaios e de romances. O convívio acadêmico que mantenho com o atual Diretor da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro só faz confirmar a impressão apaixonada da velha Amiga. É com ela, pois, que converso, não alheio à polarização com que se apresenta a disputa à sua sucessão, mas atento, sobretudo, à memória comovida dos dias em que assisti às suas provas de concurso para Professor Titular de Teoria da Literatura desta Casa. A interlocução entre alguns dos principais escritores e pensadores do nosso tempo, numa brilhante Conferência, e a defesa do Memorial deram-me a certeza de estar diante de um verdadeiro Humanista, ou seja, daquele que entre os humanos ama e respeita a palavra.

Foi neste Ronaldo Lima Lins que votei. E volto a votar, já que voto em quem o apóia na próxima eleição: a Chapa 1.

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