quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

É utopia acreditarmos no Natal?

José Pellizzon
Como acreditar no Natal se vivemos num alucinante ritmo presente, onde o consumismo impera como meio de preenchermos nossa vida, sem percebemos a sua condução? Como acreditar no Natal se existe um eu que atrai “magneticamente” tudo aquilo que está palpável em nossa volta?
Como acreditar no Natal se existe um simples egoísmo?
Como acreditar no Natal se existe tanta insensibilidade para o mundo, para as pequenas coisas, para...? se existe tanta correria para a nossa “sobrevivência”? se existe tanta miséria que “não nos diz respeito”? se existe tanta demagogia, tanta violência, tanto desrespeito?
Como acreditar no Natal se esquecemos dO NATAL?!
* * *
Algo mais existe que a nossa vida mesquinha, que transparece até no nosso profissionalismo. É sério, pensemos nisso. É preciso que tenhamos um algo mais, que nos dê uma “sacudidela” para uma cons-ci-ên-ci-a sadia. Um algo mais que nos faça percebermos os valores realmente humanos, pequenos para esta sociedade degradante, que camufla a sensibilidade humana.
Um algo mais que supere as facetas do “eu dia a dia” e nos faça refletir sobre a nossa acomodação, sobre o nosso descaso, sobre a nossa rotina, sobre o nosso descompromisso, sobre o nosso não comprometimento nem mesmo com a nossa parte. Em todo momento, somos conduzidos a pensar que vivemos num mundo que não adianta tomarmos atitude, à mercê desse não comprometimento com o que “aparentemente” não nos condiz. Engano nosso; estamos e somos enganados. O que sabemos dizer é: “não adianta”.
Não é verdade!
Não se trata de realces de propagandas: “gente que faz”. Trata-se sim de “gente que muda”: sempre em busca, em prol dos valores humanos, em prol da sensibilidade..., combatendo, até mesmo, desperdícios desnecessários, desde o mais insignificante.
Preciso é construirmos uma UNIDADE constante em nossa vida, em nosso mundo, em nosso convívio. Façamos algo mais, mais que a nossa parte. Tenhamos iniciativa. Não fiquemos no passivismo ou ativismo das aparentes obrigações, que consomem nossa percepção.
Não é utopia!
Façamos um esforço.
Façamos um esforço pelo Natal, para que consigamos vivenciar os verdadeiros valores.
Não é utopia a organização para um ideal, ou para o bem servir, ou, simplesmente, para servir.
Busquemos a verdadeira consciência dO Natal.
Não é utopia acreditarmos nO Natal.
No Natal nasce a Esperança e ele traz a Alegria!
Feliz Natal para você!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O limite da liberdade

José Pellizzon

Um pequenino galho no bico
E mais um, e mais um, e...
Mais um, é o que leva o passarinho

Um pedaço de seu ninho
É que leva o passarinho
A buscar o seu graveto

Livre, voa...
Nos encantos da Harmonia!

Uma semente deixa cair
E mais uma, e mais uma, e...
Mais uma, é o que repõe o passarinho

Uma semente aqui, outra, ali
É que leva o passarinho
A cuidar do seu Grande Ninho

Livre, voa...
Nos encantos da Liberdade!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ricardo Kubrusly

Os sonhos q esperem pois a comida é pouca
e a comida que nos alimenta além de ter sal e pimenta
há de conter entre tomates a revolta
entre os não perecíveis um sonho revolucionário

Queremos uma cesta justa
com arroz feijão e porrada
a cesta de um natal sem religiões
onde a ilusão de um dezembro feliz se cale
e o velho Noel em silêncio assista as árvores tombarem
e que o ano atravesse
com pressa
um carnaval de espantos
onde o grito fale e fale mais alto que o baque do surdo
onde as ruas se enfeitem
com trabalhadores enfeitados
em roupas de guerra
explodindo a cidade e suas farsas
onde as notícias se espalhem por entre as favelas
desligando as TVs em um natal sem hipocrisias
e num carnaval sem medo
uma cesta justa não é muito para um país sem delicadezas

Uma cesta justa
onde as crianças estudem e os adultos trabalhem
onde re-encantados de esperanças
nossos professores se misturem aos estudantes
e ouçam destes suas visões sem vícios
as direções de um novo
caminho e suas possibilidades

Basta de problemas sem soluções
uma cesta justa
com poemas e tarefas e sonhos
sem demagogias sem promessas otárias
uma cesta sem fadas ou frutas cristalizadas
com rapadura e granadas

Afinal
de castanhas podres
já nos fartamos há anos

Veja mais aqui.

Tá todo mundo apoiando

O ato realizado no pátio central da FL foi uma prova viva do amplo apoio de que a Chapa 1 desfruta entre estudantes e professores da FL, assim como junto aos movimentos discente e docente. De Centros Acadêmicos ao DCE, passando pela AdUFRJ e o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), os pronunciamentos se sucederam.

Importante foi também a participação das outras três grandes universidades do Rio (PUC, UERJ e UFF), cada uma das quais representada por um professor de renome que, ciente da importância de nossas eleições para o campo das Letras, enviou seu posicionamento favorável à Chapa 1.

Professores da FL

"À viúva do Poeta Jorge de Sena devo a minha introdução à figura intelectual de Ronaldo Lima Lins. O convívio acadêmico só faz confirmar a impressão apaixonada da velha Amiga. Foi neste Ronaldo Lima Lins que votei. E volto a votar, já que voto em quem o apoia na próxima eleição: a Chapa 1."
Jorge Fernandes da Silveira

“Apoio a Chapa 1 porque confio em Dau Bastos, que conheço há mais de 20 anos e nesse tempo vejo o entusiasmo e a capacidade com que empreende todas as iniciativas em que se envolve.”
Vera Lins

“Para votar, precisamos avaliar todas as questões envolvidas, afinal está em jogo a vida de alunos, funcionários e professores por quatro anos. A responsabilidade de cada um de nós é muito grande. Daí a importância de ponderarmos bastante antes de nos posicionarmos. Estou com a Chapa 1.”.
Victor Lemus

Estudantes da FL

“A pós-graduação apoia a Chapa 1 não por razões administrativas – ainda que seu plano de manutenção e melhoria seja excelente –, e sim porque seu programa se insere numa luta política maior.”
Diego Braga, doutorando em Poética

"A Chapa 1 sabe que aluno mal alimentado não tem condições de estudar. Pressionará para que o bandejão do CT seja aberto e lutará para que nosso bandejão ofereça não 800, mas 1.200 refeições ao dia. Assim, haverá comida para todos e a fila acabará.”

Gregory Magalhães Costa, mestrando em Teoria Literária

“Assim que a atual gestão assumiu, fui ao CLAC e vi uma caixa cheia de recibos que não haviam passado pela prestação de contas. Hoje o CLAC é outro: as inscrições são feitas pela internet, as contas são prestadas direitinho, o projeto foi reestruturado. A Chapa 1 continuará esse processo.”
Júlia Pastore, graduanda

“Às vésperas da eleição, o que a outra chapa propôs à comunidade? Nada. O que esperar de uma chapa sem propostas? A Chapa 1, sim, tem propostas. Uma delas é lutar pelo ensino de qualidade e excelência.”
Veronica Filíppovna, graduanda

Movimentos discente e docente

"Conquistamos o bandejão antes do bandejão central. Aprovamos o curso noturno com o currículo completo. A preocupação do CA é manter essas conquistas. Por isso estamos com a Chapa 1, que é claramente contra o Reuni.”
Gabriel Melo, CA da FL

“A atual gestão conquistou o bandejão, aprovou o curso noturno, disse não ao Reuni e defendeu o ensino público, gratuito e de qualidade. A Chapa 1 dará continuidade às melhorias, lutando não somente pela FL, mas pela educação”.

Mariano Rosa, DCE, representante discente no CEG

“A Chapa 1 expande a universidade com qualidade. Propõe um debate que não se fecha em Letras e, na verdade, amplia a própria concepção de universidade.”

Luís Carlos Machado, CA de Educação Física e Dança

“A Chapa 1 não deixará que a FL volte a se cobrir com a lama que a atingiu durante a gestão da professora Edione. A Chapa 1 quer o ensino presencial e não à distância, quer cursos de qualidade em todos os turnos.”

Rafael Nunes, DCE

“A conquista do bandejão pela FL, a partir da luta da atual gestão e dos alunos, é um grande exemplo para toda a UFRJ. Nós, da Arquitetura, somos muito gratos aos amigos da Letras, graças aos quais passamos a contar com almoço saudável, a um preço que podemos pagar.”

Ricardo Paris, CA de Arquitetura

“Esta eleição é importantíssima para a UFRJ. A FL é cenário de um embate entre dois projetos políticos bem distintos. É preciso dizer, com todas as letras, que a Chapa 1 não trabalha com meias verdades.”

Vera Salim, ex-diretora da AdUFRJ, Coletivo Marxista

PUC, UERJ e UFF

“Fui orientador de Dau Bastos na UERJ e acompanho sua carreira universitária. Reconheço não só sua capacidade intelectual, como o caráter impecável de sua conduta ética. Por esses motivos, venho espontaneamente emprestar minha solidariedade à sua candidatura.”
Professor Luiz Costa Lima, PUC-Rio

”Conheço Dau Bastos desde seu ingresso no mestrado da UERJ, em 1995. Venho acompanhando sua trajetória profissional, sempre marcada por seriedade e competência, como professor, escritor e editor. Por seu dinamismo e experiência diversificada, dispõe de todas as condições para êxito pleno como diretor da Faculdade de Letras da UFRJ.”

Professor Roberto Acízelo, UFF

“Tenho o orgulho de ser amigo do Dau há quase 30 anos. Ele combina a qualidade acadêmica do professor e pesquisador de Literatura Brasileira com intensa vivência social e igualmente intensa vivência como escritor de ficção. Essa combinação me parece poderosa para a sua atuação em sala de aula e, sem dúvida, para uma possível atuação como dirigente universitário.”
Professor Gustavo Bernardo, UERJ

Moção de apoio à chapa PERSPECTIVA para Direção da Faculdade de Letras

por Gabriel Marques, segunda-feira, 23 de novembro de 2009.

Nos próximos dias 24 a 26 de novembro ocorrerá o processo eleitoral para a escolha da próxima gestão da Direção da Faculdade de Letras da UFRJ. É um momento importante para debatermos concepções e projetos políticos e pedagógicos na Universidade, numa conjuntura de sucateamento da Educação Pública promovida pelos ataques do Governo Lula/PT e pela submissa aceitação por parte da Reitoria.

É de extrema importância continuar o trabalho realizado durante a gestão dos professores Ronaldo Lima Lins e Luiz Edmundo Coutinho e, paralelamente, concretizar novas idéias na Faculdade de Letras. Seguimos acreditando numa educação pública e de qualidade, e nos declaramos contra a regularização da produção de conhecimento, impostos pelo REUNI e pelo mercado. Também acreditamos que, como a implantação do Bandejão, a implantação do curso noturno é de extrema urgência e importância, uma vez que a assistência estudantil é fundamental para a boa qualidade do ensino e são pontos que não se tratam de puro paternalismo. Por último, não podemos permitir que o Curso de Letras Aberto à Comunidade (CLAC) volte a funcionar como uma empresa, pois o mesmo deve seguir como extensão, onde os alunos podem aprender novas línguas, melhorar a escrita em português e vivenciar a prática docente.

Todos esses avanços certamente foram conquistados a partir das lutas e do protagonismo da atual gestão da Direção da FL, que se posicionou claramente contra o REUNI e o nefasto Plano Diretor de Aloísio Teixeira e defende a Educação Pública. Portanto, para que essa realidade possa ser mantida e aprimorada na FL, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa manifesta o seu apoio à chapa 1 – Perspectiva.

Mais informações no blogue do Movimento.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Gustavo Bernardo, da UERJ


Tenho o orgulho de ser amigo do Dau há pelo menos 30 anos. Combina a qualidade acadêmica do professor e pesquisador de Literatura Brasileira com intensa vivência social e igualmente intensa vivência como escritor de ficção. Essa combinação me parece poderosa para a sua atuação em sala de aula e, sem dúvida, para uma possível atuação como dirigente universitário. Ele se apresenta como um exemplo para nós outros.
Roberto Acízelo, da UFF


Conheço Dau Bastos desde seu ingresso no mestrado da UERJ, em 1995. Desde então, venho acompanhando sua trajetória profissional, sempre marcada por seriedade e competência, como professor, escritor e editor. Por seu dinamismo e experiência diversificada, dispõe de todas as condições para êxito pleno como diretor da Faculdade de Letras da UFRJ.
Luiz Costa Lima, da PUC-Rio


Embora nunca tenha sido professor da Faculdade de Letras da UFRJ, fui orientador de Dau Bastos na UERJ e, desde então, tenho acompanhado sua carreira universitária. Nesta dupla condição, reconheço não só sua capacidade intelectual – que deveria ser óbvio em nossa profissão – e o caráter impecável de sua conduta ética – que, como sabemos, é muito raro em nosso mundo. Por esses motivos, venho espontaneamente emprestar minha solidariedade à sua candidatura, embora saiba que o empenho administrativo que dele se exigirá terá como uma das consequências a diminuição de seu rendimento intelectual. Ao longo da vida, contudo, tenho aprendido que, muitas vezes, o empenho ético exige que deixemos em segundo plano outros interesses. No caso, o interesse por seu rendimento intelectual.
Vera Lins, da Faculdade de Letras da UFRJ

Apóio a Chapa 1 porque confio em Dau Bastos, que conheço há mais de 20 anos e nesse tempo vejo o entusiasmo e a capacidade com que empreende todas as iniciativas em que se envolve.

E quero apoiar Ronaldo Lima Lins, de quem não sou parente, apesar do sobrenome. Ronaldo foi meu orientador de mestrado e doutorado e um amigo também de mais de 20 anos, que sempre se mostrou capaz de dar incentivo intelectual e solidariedade em todos os momentos.

E acredito nos dois como intelectuais que já deram e podem dar muito à Faculdade de Letras e à UFRJ.

Ronaldo Lima Lins: duas impressões

Jorge Fernandes da Silveira, da Faculdade de Letras da UFRJ

Das inúmeras conversas com Dona Mécia de Sena, viúva do Poeta Jorge de Sena, em que a estada dos dois em São Paulo era o assunto mais presente, lembro-me duma particularmente viva. Dizia-me ela estar ainda profundamente impressionada com um encontro casual que tivera com um jovem escritor e crítico de literatura, que, ao primeiro contato, já se lhe revelara uma das pessoas mais inteligentes e bem formadas do Brasil. Falava-me Dona Mécia de Ronaldo Lima Lins.

À viúva do Sena devo a minha introdução à figura intelectual de Ronaldo Lima Lins, autor de livros de ensaios e de romances. O convívio acadêmico que mantenho com o atual Diretor da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro só faz confirmar a impressão apaixonada da velha Amiga. É com ela, pois, que converso, não alheio à polarização com que se apresenta a disputa à sua sucessão, mas atento, sobretudo, à memória comovida dos dias em que assisti às suas provas de concurso para Professor Titular de Teoria da Literatura desta Casa. A interlocução entre alguns dos principais escritores e pensadores do nosso tempo, numa brilhante Conferência, e a defesa do Memorial deram-me a certeza de estar diante de um verdadeiro Humanista, ou seja, daquele que entre os humanos ama e respeita a palavra.

Foi neste Ronaldo Lima Lins que votei. E volto a votar, já que voto em quem o apóia na próxima eleição: a Chapa 1.

sábado, 21 de novembro de 2009

A Letras de sua época Hedionda a doce como Lima

Gregory Magalhães Costa

A Faculdade de Letras teve recentemente uma gestão irrefutavelmente corrupta, comprovada por uma auditoria interna, a gestão da Edione. Nesta época, o esgoto era depositado no porão da Faculdade, não tínhamos água potável, nem bandejão e com isso tínhamos em mãos o triste recorde de sermos a unidade da UFRJ com maior índice de desmaios de nossa Universidade. O rio de esgoto que se acumulava no porão da Faculdade virava um berçário de dengue e um número enorme de professores, estudantes e funcionários pegavam a doença. A biblioteca tinha goteiras e os livros se deterioravam. A Letras era considerada uma piada, a vergonha da UFRJ por sua corrupção deslavada.

Agora, na gestão do Ronaldo, da qual a chapa 1, PERSPECTIVA, é a continuação, todos os livros foram dedetizados, todas as telhas foram trocadas e o telhado foi impermeabilizado. A sala de estudos dobrou de espaço, ganhou mesas e cadeiras e com a recuperação do ar-condicionado central ficou refrigerada; trocando em miúdos: agora temos uma sala ampla, confortável, enfim, digna para estudarmos. O esgoto que rolava solto no subsolo da Faculdade acabou. Com isso, além do fim do mau-cheiro, ninguém mais pegou dengue dentro das dependências da Faculdade de Letras. Conquistamos a água potável. Posso testemunhar: era infernal estudar com um calor superior a 40º sem ter água para beber! Conquistamos o bandejão e com isso deixamos de ser o maior índice de desmaios da UFRJ. Sem falar na conquista da prestação de contas anual, que a Reitoria quer que se torne modelo para a Universidade. Coincidentemente, depois da saída do permissionário, que vendia comida fora da data de validade e mal conservada, nunca mais nenhum dos grandes professores da casa foram ameaçados de morte, como acontecera na época da gestão hedionda da Edione. Só para se ter idéia dois dos quatro professores ameaçados de morte foram o Ronaldes e o Alcmeno, ambos de Literatura brasileira. Com tudo isso, eu realmente espero que a Faculdade de Letras continue vivendo sua era doce de Lima, ao invés de voltar a épocas Hediondas já vividas por nossa casa. Até mesmo uma pessoa completamente neutra, como o grande crítico literário Silviano Santiago reconheceu o enorme salto dado pela Faculdade de Letras da UFRJ.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ato político-poético

O comitê de apoiadores da Chapa 1 convida

ATO POLÍTICO-POÉTICO

Celebremos o êxito da campanha,
curtamos boa poesia,
debatamos,
dialoguemos...

PÁTIO CENTRAL
Segunda-feira, 23/11, 11h.

Chapa 1 'versus' Chapa 2

Grande parte da comunidade não pôde ir aos debates. Além disso, pouca gente conhece as posturas políticas dos grupos que constituem e apóiam as duas chapas. Assim se explica a existência deste panfleto, com o qual ofereceremos uma contribuição objetiva às discussões, retomando questões que pautaram os debates e colocando vários pingos nos is.

Educação pública, gratuita e de qualidade social x REUNI
● A Chapa 1 é contra a privatização da Universidade. O mercado não deve regular a produção do conhecimento, que deve servir à sociedade, não ao empresariado, portanto precisa necessariamente ser financiada pelo Estado. Somos contra o Reuni por entender que ele promove uma “expansão” da Universidade que a torna maior em números, mas pior em qualidade.
● A Chapa 2 jamais se posicionou contrária ao Reuni. Seus membros tiveram posições diferentes ao longo dos últimos anos, mas entendemos que eles lhe são favoráveis, já que queriam encaixar o curso noturno da Letras nessas bases.
● Como o Reuni privatiza? Dando autonomia às faculdades para que se autofinanciem, ou seja, estabeleçam parcerias público-privadas, cobrem taxas dos alunos etc. Assim, o governo se desresponsabiliza do financiamento da educação e a Universidade se compromete em dar um retorno aos seus financiadores privados. Nesse caso, quem financiaria os estudos literários, por exemplo? Quem investiria em pesquisas que não geram lucro?
● Como o Reuni acaba com a qualidade? Aumentando os números, sem ampliar proporcionalmente as verbas. Isso significa 100 alunos por turma, mais horas-aula dadas pelos professores e menos horas de pesquisa e extensão, formação em 3 anos, além de bacharelados interdisciplinares de coisa nenhuma.

Contradições da Chapa 2
● Na segunda-feira, 16/11, a Chapa 2 finalmente distribuiu seu programa, no qual lemos que as turmas devem ter, no máximo, 40 alunos. Concordamos que esse limite é fundamental para a boa qualidade do ensino, portanto lutaremos por mais vagas para professores. Porém, discordamos frontalmente da política de se deixar aluno sem aula porque a turma lotou.
● A candidata a diretora da Chapa 2 declarou que deveríamos ter aprovado nosso curso noturno logo que a comunidade começou a discuti-lo, dentro do Reuni. Quando estávamos prestes a aprová-lo com a mesma qualidade do curso diurno, sem fazer nenhuma concessão ao Reuni, disse ter mudado de ideia. A seu ver, precisávamos discutir mais e mais. Ora, ao afirmar que para implementar com qualidade não estávamos prontos e, antes, para aderir ao Reuni estávamos, demonstrou claramente seu posicionamento favorável à política privatista e precarizante que orienta o Reuni.
● Outros três membros da Chapa 2 participaram da comissão do curso noturno, no âmbito da qual se posicionaram claramente contrários ao seu encaminhamento este ano, tentando protelar ao máximo a implantação do projeto, de modo que ele não começasse em 2010, ou, quem sabe, nunca começasse.
● Os membros da Chapa 2 têm histórias políticas muito distintas, mas, ao que parece, recentemente chegaram a acordos. Um deles foi tentar impedir a aprovação do curso noturno, ainda que agora não assumam isso publicamente.

Educação pública, gratuita e de qualidade social X Reuni
● Outra política do Reuni foi acabar com os professores substitutos, abrindo concurso. A ideia parece muito positiva, entretanto, para que o número de professores fosse o mesmo, teríamos de criar uma outra categoria: a dos professores sem dedicação exclusiva (DE), trabalhando no regime da CLT. Para que fossem professores com o mesmo plano de carreira, DE, habilitados à pesquisa e extensão, teriam que ser em número menor.
● Numa das sessões de nossa Congregação, alguns chefes de departamento quiseram que se contratassem professores no regime da CLT. Hoje, esses chefes apóiam a Chapa 2. Felizmente, com o apoio da atual Direção e voto dos funcionários, dos estudantes e de alguns professores, a FL aprovou a contratação de professores universitários com os mesmos direitos dos que já temos, evitando, mais uma vez, se dobrar ao Reuni.

Ainda sobre o curso noturno
● A Chapa 1 se formou com base nessa luta. Reconhecemos a importância de implementar essa reivindicação dos estudantes da Letras em seus moldes originais.
● O curso noturno começará em 2010 com a habilitação em Literaturas, o mesmo currículo do diurno, duração de 5 anos e professores com DE.
● Faremos tudo o que for necessário para que os estudantes tenham a mesma estrutura de biblioteca, informática, bandejão e atendimento administrativo. Não sabemos até onde vai o compromisso da Chapa 2 com o curso noturno.

Assistência estudantil x paternalismo
● No último debate, a candidata da Chapa 2 disse que nosso bandejão resultou de um ato paternalista.
● A assistência estudantil é fundamental para a boa qualidade do ensino. Na FL, temos alunos com condições financeiras precárias, que só podem estudar se tiverem subsídio público. A responsabilidade social da universidade pública é justamente priorizar esses alunos, pois somente nela poderão alcançar a formação universitária. O bandejão é uma dessas frentes de assistência estudantil. É hoje um direito conquistado pelos estudantes e deve ser garantido pela UFRJ.
● O bandejão da Letras não estava nos planos da Reitoria, que previa apenas um Restaurante Universitário Central. Graças à luta dos estudantes e do empenho da atual Direção da FL, não somente conseguimos que nosso bandejão fosse implantado, mas que isso ocorresse antes da inauguração do Restaurante Universitário Central.
● Onde funciona nosso bandejão, havia um restaurante a quilo frequentado principalmente por docentes e funcionários. Propomos um novo restaurante a quilo, agora devidamente regulamentado, de qualidade e com preço razoável, de modo a atendermos às necessidades alimentícias de toda a comunidade.
● A Chapa 2 não está propondo nada em relação a isso e, quando se pronuncia sobre o bandejão, é para acusá-lo de paternalista ou demagógico. Gostaríamos de saber se há algum compromisso de manutenção de nosso bandejão e, por extensão, com a assistência estudantil como um todo.

CLAC
● A Chapa 1 se compromete a manter a média atual de 40 orientadores, 200 monitores e 4 mil alunos, assim como o valor da semestralidade. Entre as melhorias previstas destaca-se a equiparação das bolsas dos monitores do CLAC àquelas dos monitores de disciplinas da graduação, ou seja, os monitores receberão de março a dezembro.
● Hoje, o CLAC é uma fonte fundamental de financiamento da Letras. Infelizmente, a verba que recebemos do Governo Federal é mínima: cerca de 20 mil reais mensais. Por sua vez, o CLAC gera aproximadamente 50 mil reais mensais, dos quais nossa unidade depende para dar continuidade ao seu processo de reformas, conforme propomos no programa apresentado à comunidade.
● O ideal é chegarmos a uma situação em que a FL se financie totalmente pela verba pública e que o CLAC possa oferecer seus cursos gratuitamente.
● Defendemos o CLAC como extensão: é muito importante que nossos alunos tenham esse espaço de aprendizagem, para estudar outras línguas, melhorar a escrita em português e começar a prática docente.
● Não podemos deixar que se crie algo como uma empresa, que ocupe espaço exagerado na faculdade, como acontecia no passado. É bom para a comunidade que o CLAC mantenha a qualidade, o porte e a semestralidade atuais.
● No presente, a gestão do CLAC é transparente: todo dinheiro gerado com os cursos entra no caixa 1, o único existente na FL. Antes, não funcionava assim. O CLAC gerava muito mais dinheiro, sem que a comunidade visse onde era investido. Via, isso sim, o prédio sendo ocupado por suas turmas, as aulas do curso diurno sendo empurradas para a manhã e os monitores acumulando bolsas, por vezes deixando de estudar para dar aulas.
● O CLAC estava perdendo seu caráter de extensão. A atual gestão recuperou sua feição original, aperfeiçoou seu funcionamento e moralizou suas finanças. Nosso compromisso é manter essa política para o CLAC.
● A Chapa 2 pretende ampliar os cursos oferecidos pelo CLAC, ainda que no último debate tenha se comprometido a não aumentar o número de alunos. Não disse nada sobre o valor da semestralidade.
● A Chapa 2 afirmou que os envolvidos no CLAC deveriam ter mais poder de decisão sobre o destino dos recursos gerados por ele. Somos contrários a isso, pois entendemos que essa verba é da FL como um todo, não de algumas pessoas.

Ainda sobre extensão
● Muitas perguntas ficaram sem resposta. Temos grande preocupação, por exemplo, com o caráter da extensão que a Chapa 2 propõe, já que defende bastante o UFRJMar.
● É preciso dizer que esse projeto está sendo questionado por parte da Reitoria, já que foram apontadas irregularidades em suas contas. A Chapa 2 disse que as prefeituras com que o UFRJMar tem convênio financiam parte do projeto, mas não explicou de onde vem o restante do financiamento. Ora, se a parceria é com a UFRJ, imagina-se que ela financie uma parte.
● As bolsas oferecidas aos coordenadores e estagiários são muito acima dos padrões da academia. Além disso, o projeto não é exatamente institucional, portanto não temos acesso a seus dados. Seus pagamentos são feitos por meio de memorando, portanto não geram processo, o que impede de serem consultados.
● Nós, da Chapa 1, entendemos que as bolsas de extensão e pesquisa são um estímulo precioso ao desenvolvimento da vida acadêmica, portanto precisam ser todas institucionalizadas, ter critérios de seleção claros e divulgados amplamente, de modo que o conjunto dos alunos possa concorrer em pé de igualdade.

Administração financeira x orçamento participativo
● A Chapa 1 defende que os 20 mil reais do governo, somados aos 50 mil reais do CLAC, sejam utilizados para o bem comum, de modo a continuarmos as obras e cuidarmos devidamente da manutenção da FL. É fundamental, além disso, que sejam objeto de prestação pública de contas.
● Nossa proposta é que o destino das verbas seja decidido nas eleições, já que o voto é paritário e todas as categorias têm o mesmo peso. Daí termos apresentado claramente nosso programa de ação.
● A Chapa 2 propõe que as decisões passem pela Congregação, que é formada por 70% de professores, 15% de funcionários e 15% de alunos. Quem já foi à Congregação sabe a dificuldade de se chegar a acordos ali. Imaginem termos de decidir sobre cada compra ou serviço lá.
● Mais do que isso, sairíamos destas eleições com tudo em aberto, o que abriria espaço para a construção de qualquer coisa, inclusive contrária aos interesses da coletividade.
● É preciso mais investimento na FL. Nesse sentido, propomos parcerias com empresas estatais, a exemplo do Banco do Brasil e da Petrobrás. Também defendemos o aumento das verbas provenientes do Governo Federal. Todavia, não utilizaremos o CLAC para gerar mais recursos.

Fazer o debate X mascarar
● Entendemos que a Direção deve atuar em dois âmbitos. Um é político-acadêmico, por isso apresentamos claramente nossos princípios, ideias e posicionamentos. Outro é administrativo, daí apresentarmos propostas transparentes e viáveis. Respeitando a comunidade, fizemos circular nosso programa desde que inscrevemos a chapa e o divulgamos amplamente.
● Já a outra chapa se inscreveu com um programa feito muito mais de senões do que de propostas e, por motivos que desconhecemos, não o apresentou ao eleitorado. Somente na véspera do segundo debate fez circular o que chamou de programa definitivo: um texto repleto de promessas gratuitas e propostas financeiramente inviáveis, reproduzindo, com outras palavras, proposições de nosso programa, para fazer parecer que tudo é mais ou menos a mesma coisa.
● Não, não é tudo a mesma coisa. Nossa política tem um caráter claro, nossa atuação é coerente. Quanto à Chapa 2, tem um discurso escorregadio e uma composição heterogênea, além de uma política contraditória e arriscada.

O limite da liberdade

José Pellizzon

Um pequenino galho no bico
E mais um, e mais um, e...
Mais um, é o que leva o passarinho

Um pedaço de seu ninho
É que leva o passarinho
A buscar o seu graveto

Livre, voa...
Nos encantos da Harmonia!

Uma semente deixa cair
E mais uma, e mais uma, e...
Mais uma, é o que repõe o passarinho

Uma semente aqui, outra, ali
É que leva o passarinho
A cuidar do seu Grande Ninho

Livre, voa...
Nos encantos da Liberdade!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Senso político, por José Pellizzon

Se todos fôssemos um
Como seria
O um sem todos
E todos sem um?

Todos por um
E um por todos
É a solução

Não deixemos em branco
A grandeza do voto,
E "vinguemos"
Muitos que já se foram
E todos que ficam

Um voto em um,
Um voto por todos

Um voto em que não constam todos
É um voto inconseqüente

Que bom seria
Se de cada um por si
Mudássemos para cada um por todos,
E descobríssemos...
Todos por cada um
E cada um por todos


Ah!...
TODOS E UM seríamos todos

domingo, 15 de novembro de 2009

Agenda da semana

Às 13h de segunda-feira, 16/11, a Chapa 1 promoverá um ato poético-político no bandejão da Faculdade de Letras. Na ocasião, declamaremos versos de poetas como Drummond e Maiakovski e, em seguida, faremos um rápido pronunciamento sobre esta importante conquista histórica.

Terça-feira será um dia especialmente importante, pois às 9h30 se realizará o último debate da campanha. Até lá, a Chapa 1 continuará contribuindo para a consistência da discussão, mediante a distribuição do programa entre docentes, estudantes e funcionários.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Agenda

Terça-feira, 10 de novembro
Passagem em sala - Dau Bastos, da Chapa Perspectiva, sempre acompanhado de estudantes, funcionários e professores, passará nas salas para conversar com as turmas, das 7h30 às 12h30.
Panfletagem - a Chapa 1, Perspectiva, estará na porta da faculdade, em panfletagem, a partir das 13h.
Quarta-feira, 11 de novembro
Debate - o primeiro debate das Eleições para a Diretoria acontecerá às 12h, no auditório G-1.

domingo, 8 de novembro de 2009

Eleições na Letras

As faculdades de Letras crescem continuamente em importância, pois são essenciais ao combate de um mal cada vez mais escandaloso: o analfabetismo. O grande percentual de compatriotas iletrados é uma mácula constrangedora, cuja erradicação depende do estímulo aos estabelecimentos dedicados à formação de alfabetizadores.
Nosso campo se valoriza também por conta do fortalecimento da literatura brasileira, que vive uma verdadeira efervescência, como se constata no grande rol de autores em atividade. Beneficiadas pela liberdade de expressão, a simplificação dos processos editoriais e a ampliação da autoestima de nosso povo, a poesia e a prosa nacionais têm conciliado quantidade e qualidade.
A produção pátria se enriquece no cruzamento com as literaturas estrangeiras, cujo acesso depende do conhecimento de outras línguas. Numa época tão marcada pela globalização, o poliglotismo e o humanismo de nosso currículo constituem instrumentos preciosos no processo de integração com o planeta e afirmação de nossa identidade.
Essa consciência repercute profundamente na Faculdade de Letras da UFRJ, que se mostra firme e segura no enfrentamento do desafio de combinar porte, produção e função social. Hoje, mais que nunca, irmana-se exemplarmente às unidades de ensino mais prestigiosas de nosso território.

PRINCÍPIOS
No âmbito da UFRJ, a Faculdade de Letras também passou a ser bastante respeitada. Essa posição se deve, em grande medida, ao fato de pautarmos nossas ações pelos princípios sobre os quais discorremos aqui.

PROGRAMA
Queremos continuar o trabalho realizado durante a gestão dos professores Ronaldo Lima Lins e Luiz Edmundo Bouças Coutinho e, paralelamente, concretizar novas ideias. Dessa maneira, mantemos a Faculdade de Letras no patamar das unidades de excelência do país.
A ideia é aproveitar que nossa instituição ganhou perspectiva para empreender ações à altura de sua história. Trabalharemos pela coesão interna e fomentaremos a discussão sobre nosso projeto acadêmico, de modo a atuarmos de maneira ainda mais afinada e eficaz junto às instâncias capazes de interferir em nosso destino.
Aqui, expomos nossas propostas para as principais frentes de atuação.

COMPOSIÇÃO
Nossa chapa se faz de quatro diretores adjuntos da gestão atual, cuja competência se soma ao conhecimento da Faculdade de Letras para assegurar a manutenção do bom rumo e a realização plena do programa.
Composta de funcionários e professores, a chapa conta com o apoio de lideranças estudantis da graduação e da pós-graduação, que tiveram suas reivindicações acolhidas e suas propostas inseridas no programa. Dessa maneira, mantemos a gestão compartilhada pelos três segmentos que constituem nossa comunidade.

Ensino público, gratuito e de qualidade

Por mais que tenha sido repetida, a expressão acima precisa ser lembrada cotidianamente, de maneira a nortear nossas reflexões e pautar nossos posicionamentos tanto nos períodos de normalidade como nos momentos de mudança.
A expansão se mostra fundamental, pois ainda é grande o número de jovens fora do campus por falta de vaga na rede federal de ensino. Em nossa faculdade, o processo de inclusão é facilitado pelo fato de a maioria das instalações só ser utilizada até o início da tarde, quando a animação da manhã dá lugar à mais profunda melancolia.
O uso otimizado do prédio impedirá que nossa unidade se desfigure por conta da ocupação por outros cursos. Entendemos o empenho das autoridades universitárias em viabilizar as faculdades que se mostrarem necessárias, mas, em vista da possibilidade de ampliarmos consideravelmente o atendimento aos moradores da populosa cidade do Rio de Janeiro, defendemos que nosso espaço seja dedicado exclusivamente ao ensino de Letras.
É de se frisar, todavia, que a expansão deve fazer par com a qualidade. A dilatação do número de alunos precisa ser proporcional ao aumento das vagas de docentes (sempre em regime de dedicação exclusiva) e funcionários, assim como aos investimentos estruturais. Além disso, preservaremos a grade curricular plena, como ocorreu com o curso noturno, aprovado com currículo equivalente ao do curso diurno.
Por fim, mas igualmente importante, a aprendizagem depende de algumas condições básicas, entre as quais se destaca a alimentação. A partir do ano passado, nossa faculdade passou a contar com um bandejão que oferece 800 (oitocentas) refeições diárias. Segundo os órgãos competentes, esse número crescerá e, a partir do próximo semestre, o atendimento se estenderá à noite.

Ensino, pesquisa e extensão

Os corpos discente e docente de nossa faculdade têm conseguido, com a participação inestimável dos funcionários, equilibrar as três atividades que se complementam na formação de educadores e pesquisadores cientes de seu valor profissional e conscientes de seu papel social.
Concretamente, os estudantes adquirem todo o conhecimento necessário à atuação em Letras, com destaque para o exercício do magistério. Em vista da importância do trabalho em sala de aula – nos ensinos fundamental, médio e superior –, a docência merece ser cada vez mais prestigiada.
O espírito científico também recebe grande estímulo, como se constata na riqueza das investigações em curso na graduação, no mestrado e no doutorado. Outro dado comprobatório da atenção dada à pesquisa é o grande percentual de estudantes de graduação que passam à pós-graduação.
A extensão se faz de atividades artísticas e culturais, cursos livres e projetos de ensino voltados para a comunidade. Dessa forma, nossos alunos podem praticar o que aprenderam e, ao mesmo tempo, crescer como cidadãs e cidadãos.
É de se acrescentar apenas que a boa dosagem entre as três frentes deve se fazer acompanhar da melhoria das condições de atuação. Nesse sentido, é crucial aumentar continuamente o número de bolsas (de graduação e pós-graduação), convênios, projetos e publicações.

Prestação pública das contas

A manutenção e a melhoria de nossas instalações são feitas com verba do governo federal, à qual se acrescentam recursos gerados pelos Cursos de Línguas Abertos à Comunidade. Como o CLAC é um projeto desenvolvido por estudantes, funcionários e professores, nada mais lógico que seus ganhos beneficiem o conjunto de nossa comunidade.
A verba vinda do Ministério da Educação e do CLAC é capital público e, como tal, tem sido administrada com todo o rigor e objeto de prestações de contas anuais realizadas publicamente. Compreende-se, assim, que nos últimos anos o patrimônio da Faculdade de Letras tenha aumentado em 40% (quarenta por cento).

Melhorar sempre

Obra humana alguma jamais será perfeita ou acabada, portanto convém mantermos em mente a meta de melhorar. É o que tem acontecido em nossa faculdade, onde a seriedade, o desvelo e a busca de aperfeiçoamento se deixam perceber nitidamente.
O espírito democrático é reforçado pela realização regular de sessões de nosso órgão máximo, a Congregação, na qual as decisões são tomadas por representantes de docentes, estudantes e funcionários.
O equilíbrio se deve igualmente ao caráter misto da direção, outrora feita apenas de professores e atualmente integrada também por dois funcionários. É de se ressaltar, além disso, a importância da interlocução com as lideranças estudantis eleitas anualmente para o Centro Acadêmico 6 de Outubro.
O pluralismo evidentemente estimula a discussão, como se constatou durante o processo de elaboração e aprovação do curso noturno. Graças à inteligência e intensidade dos debates, o projeto ficou tão bom que mereceu uma menção de louvor da Comissão Permanente de Licenciatura e da Câmara de Currículos do CEG (PR-1) e foi homologado com entusiasmo pelo Conselho Universitário (órgão máximo da UFRJ). A Faculdade de Educação, parceira fundamental, também o avaliou em congregação e o apoiou por unanimidade.
No tocante à infraestrutura, a Faculdade de Letras da UFRJ mudou a olhos vistos. As obras se sucederam: reformaram-se banheiros, o telhado foi consertado, as instalações receberam pintura. A biblioteca sofreu uma série de intervenções, como reparo do ar-condicionado, descupinização, esterilização do acervo e atualização do catálogo informatizado. Os auditórios foram reformados, com destaque para o G 1, que ganhou equipamento de projeção profissional.
O próprio prédio da Faculdade de Letras se destaca no campus da UFRJ. Assim se explica que os visitantes percebam nosso afeto por este espaço, cuja melhoria pode ser vista desde os bancos e palmeiras da entrada até os corredores e pátios, passando pelas várias dependências, todas limpas e muitas já repintadas.

Direção

Ficará a cargo do professor, ensaísta e romancista Dau Bastos (Departamento de Letras Vernáculas), que, como docente da Faculdade de Letras há quase nove anos, tem desenvolvido um trabalho marcado pelo espírito coletivo. Coordenador do Setor de Literatura Brasileira durante três anos, integrou a Comissão de Pós-graduação em Letras Vernáculas do último biênio. Promoveu eventos e organizou publicações (impressas e virtuais) que mobilizaram o corpo docente e abriram todo o espaço para a participação discente. Tem ministrado regularmente cursos de extensão e orientado estudantes de Letras que lecionam ficção e poesia nos cursos pré-vestibulares do Caju e de Nova Iguaçu.

Vice-direção

Outro nome a garantir a consistência de nossa chapa é o do professor Júlio Aldinger Dalloz (Departamento de Letras Neolatinas), que, com sua longa experiência e seu histórico de participação nas grandes lutas travadas pela Faculdade de Letras, prestará um grande serviço à comunidade ao ocupar o posto de vice-diretor.

Direção Adjunta de Cultura e Extensão

A professora Anélia Montechiari Pietrani (Departamento de Letras Vernáculas), atual coordenadora do Setor de Literatura Brasileira, a encabeçará. Dessa forma, dará continuidade ao trabalho criativo e dinâmico que vem desenvolvendo desde que passou a integrar os quadros da Faculdade de Letras. Exemplo de sua competência tivemos recentemente, por ocasião da Semana Euclides da Cunha, que lhe competiu organizar.

Direção Adjunta de Apoio Acadêmico

A professora Maria da Conceição Silveira de Almeida (Departamento de Letras Clássicas) aceitou assumi-la. Séria e zelosa em sua atuação acadêmica, a docente tem a delicadeza e o senso de organização necessários ao bom desempenho do papel que lhe caberá nos próximos quatro anos.

Direção Adjunta de Ensino de Graduação e Corpo Discente

Permanecerá sob a responsabilidade da professora Vera Lúcia Nunes de Oliveira (Departamento de Letras Orientais e Eslavas). Sua sensibilidade para lidar com os alunos, sua capacidade de harmonizar os movimentos da equipe sob sua liderança e sua experiência na organização das turmas serão muito valiosas na próxima gestão, durante a qual procuraremos aumentar o quadro de funcionários e melhorar as condições de trabalho na seção.

Direção Adjunta de Planejamento e Área Financeira

Continuará sendo ocupada por Nilo Sérgio Simões, que conseguiu combinar tão bem organização, uso otimizado dos recursos e transparência na prestação de contas que mereceu uma moção de louvor numa das últimas sessões da Congregação. A excelência de seu trabalho também repercute externamente, como se constata no fato de os procedimentos desenvolvidos na Faculdade de Letras começarem a servir de modelo a outras unidades da UFRJ.

Direção Adjunta dos Cursos Livres

José Pellizzon Sobrinho continuará à frente dos Cursos de Línguas Abertos à Comunidade (CLAC), onde, como coordenador, empreendeu várias mudanças fundamentais, como a informatização das inscrições, que acabou com as filas. Assim se explica que sua atuação seja aplaudida unanimemente por alunos e professores ligados ao projeto.

Comunicação

A direção e as diferentes diretorias adjuntas estarão abertas à comunidade.
Uma vez a cada dois meses, receberemos os interessados em conversar conosco, para uma sessão pública de troca de pareceres sobre o presente e o futuro da FL.
Sempre que um assunto ganhar relevância, promoveremos uma reunião comunitária extraordinária, de modo que as soluções sejam pensadas democraticamente, a partir do posicionamento de estudantes, funcionários e professores.
Regularmente, convocaremos sessões da Congregação e do Conselho Departamental.
A internet será usada com frequência, na forma de troca de e-mails com docentes, funcionários e líderes estudantis. Assim, damos ciência das providências e recebemos críticas e sugestões.

Extensão

Os cursos de línguas e de extensão estimulam o afluxo de moradores do Rio de Janeiro à nossa faculdade, que, assim, amplia sua função social. Esse contato com a comunidade externa é muito importante também para a formação de nossos estudantes, que se iniciam como professores num processo orientado e com grande peso curricular. Nossa ideia é potencializar a divulgação de tais iniciativas, sempre respeitando nossa capacidade de atendimento.
Os convênios com cursos pré-vestibulares comunitários apresentam as qualidades acima mencionadas, acrescidas da ampliação do número de especialidades nas quais os alunos poderão se aprofundar, com vistas a lecionar e pesquisar. Mostra do rendimento acadêmico desse processo encontramos na grande quantidade de estudantes que posteriormente conquistam espaço nos mais variados estabelecimentos de ensino, passam em concursos de magistério e ingressam na pós-graduação. Nosso intento é chamar toda a atenção de nossa comunidade para a relevância desse tipo de convênio, cujo número procuraremos aumentar.
Por fim, mas igualmente importante, fomentaremos o espírito editorial, na forma de cursos de revisão, palestras de editores, convênios com casas publicadoras e outras iniciativas que nos ajudem a enfrentar o desafio contido no lema “publicar ou perecer”, que atravessa as universidades de todo o mundo. Outro resultado esperado do mesmo empenho será a ampliação das chances de nossos alunos se inserirem no mercado editorial, seja como autores, seja como prestadores de serviços.

Cultura

O currículo e o pertencimento ao Centro de Letras e Artes são apenas alguns dos fatores a tornarem a FL especialmente propícia ao cultivo das mais variadas atividades culturais.
Sempre que chegar setembro, organizaremos a Primavera dos Livros, para expor as últimas publicações de alunos, funcionários e professores.
A cada dois anos promoveremos uma feira cultural pautada pela variedade de países cujas letras e línguas estudamos.
Aproveitaremos o equipamento de projeção do G-1 para organizar mostras de filmes em que a literatura e o cinema se cruzem.
Daremos continuidade ao acompanhamento do processo de aprovação do projeto e construção do teatro de 250 lugares que a Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento se comprometeu formalmente a instalar no Bloco C.

Estacionamento

Há momentos em que nosso estacionamento se mostra pequeno para o número de automóveis. A gestão atual vem tomando as medidas necessárias à reabertura da garagem coberta, a exemplo da solicitação de certificado de funcionamento junto ao Corpo de Bombeiros. Levaremos adiante esse esforço, de modo a resolvermos o problema.

Limpeza

Na gestão atual, a limpeza dos banheiros passou a ser feita três vezes ao dia. Por sua vez, as salas, corredores e o restante da área comum são varridos cotidianamente.
Queremos manter esse padrão e melhorar onde for possível. Para tanto, lutaremos pela contratação de mais dez funcionários para o setor.

Atendimento

Incrementar o atendimento virtual: harmonizar os sites por meio de identidade visual, navegação e organização de conteúdos.
Assim, disponibilizamos, de maneira sistematizada, as informações básicas sobre cursos, processos seletivos e tópicos afins.
A otimização do uso da internet facilitará a vida do público externo, da mesma forma que reduzirá a carga de trabalho dos funcionários e professores.

Biblioteca

Adquirir livros novos todos os anos, para manter atualizado o acervo.
Continuar investindo em aparelhamento, informatização e conforto.
Solicitar a contratação de um conservador de livros.
Oferecer a devida visibilidade à maior biblioteca de Letras da América Latina.

Equipamentos

Levar adiante o processo de aquisição dos equipamentos necessários aos departamentos e seções.

Obras

Dar prosseguimento às reformas em curso no telhado, nos banheiros e nos auditórios.
Insistir junto à Prefeitura do campus para que recupere o piso desde o ponto de ônibus até a entrada da FL.

Alimentação

Acompanhar, junto à Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento (PR-3), as medidas necessárias ao aumento do número de refeições do bandejão – que entendemos como um direito dos alunos.
Pleitear, junto aos órgãos competentes, a instalação de um restaurante a quilo.
Assim, teremos bandejão, cantina e restaurante.

Cursos diurno e noturno

Lutar pelo atendimento pleno das necessidades do curso diurno, a começar pela contratação de mais professores.
Implantar o curso noturno, condicionando-o ao cumprimento dos compromissos assumidos pelo reitor Aloísio Teixeira e os pró-reitores diretamente envolvidos. Dessa forma, evitamos qualquer possibilidade de o curso diurno ser penalizado.